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as diretrizes metodológicas básicas

 

Algumas práticas que vêm-se consolidando no grupo de estudos diferem daquelas que são aplicáveis aos cursos livres.  Isso se dá pela diferença de suas propostas.  (saiba mais sobre a diferença entre grupos de estudos e cursos livres abaixo)

Ainda assim, as diretrizes metodológicas básicas são as mesmas.

A principal meta em ambos os casos é preservar o desejo e o afeto ligados ao saber para eventualmente se passar para o “salto criador”.

Isso é um diferencial em relação às instituições universitárias.

Afinal, a institucionalização acadêmica dos saberes com freqüência produz um achatamento afetivo.  Por exemplo, muitos estudantes que ingressam numa faculdade de Letras, movidos por um talento literário, se vêem decepcionados pela total falta de espaço dentro do circuito acadêmico para exercerem suas aptidões. 

E mesmo quando não se trata de um talento tradicionalmente “artístico” – como é o caso de um interesse intenso por algum autor ou  época – a academia “retifica”, “lineariza” ou “achata” as paixões para enquadrá-las dentro de seus moldes. 

Isso não é uma crítica ao funcionamento acadêmico, mas uma constatação de que não compete à universidade fomentar interesses ou paixões, mas transmitir saberes instituídos:  é essa sua competência e objetivo.

A orientação da CASA DO SINO entende que para se manter vivos o afeto e o desejo por alguma forma de saber é imprescindível o convívio com uma instância alternativa à academia que forneça, ao mesmo tempo:

 

MACKE

1. um ambiente acolhedor e tranqüilo

onde possam ocorrer trocas afetiva e cognitivas, mas onde também vigorem a seriedade e o compromisso do trabalho intelectual. 

Ou seja, não se trata de promover reuniões informais entre amigos, porque existe um objetivo de produção artística e/ou intelectual.

 

2. disciplina e rigor, aliados ao desejo e ao afeto 

É preciso conhecer os procedimentos acadêmicos muito bem, para ultrapassá-los. 

Daí a importância de montar planos de estudos, cronogramas, ler os textos, fichá-los, resumi-los, apresentar seminários, produzir monografias, etc. 

A grande diferença com a academia se dá no respeito pelo tempo de processamento dos conteúdos, de modo a não matar o teor afetivo ou o caráter lúdico das descobertas dos novos saberes. 

matisse, the pianist and the checkplayersAlém disso, os novos saberes são construídos através de trocas, do compartilhamento coletivo das impressões de leituras entre os membros do grupo.

 

3. um espaço para exposição da produção:  um site, por exemplo

Esta é a principal função do site.  Servir de vitrine, de via de escoamento da produção e de forma de divulgar esta modalidade alternativa de trabalho. 

A Internet permite uma forma de compartilhamento incrivelmente ampla, que quebra as barreiras e paroquialismos acadêmicos.

 

4. grupos pequenos e um compromisso de longo prazo

A sintonia fina destes componentes só é possível em pequena escala e numa proposta de longo prazo.

 

É em cima destas questões que se pautam as metodologias da CASA DO SINO.

É importante, no entanto, marcar que existem diferenças entre grupo de estudos e cursos livres, no tocante às possibilidades de se efetivar plenamente tais diretrizes.

continua

diferenças entre grupo de estudos e
curso livre

1. grupos de estudo

Um grupo de estudo tem data para iniciar suas atividades, mas não para encerrá-las. Ele existe enquanto houver particpantes interessados pelo seu tema-condutor.

O orientador do grupo de estudo, devido à sua experiência, sugere leituras e um caminho-base a se seguir. Entretanto, não detém um conhecimento fechado sobre os temas e questões propostos. A relação entre os participantes é, portanto, de maior troca, horizontalidade e continuidade. 

Além disso, os planos de estudo podem ir se modificando, em relação à proposta original. Isso se dá devido ao caráter dinâmico do processo de construção de um saber novo.

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2. cursos livres

Um curso livre tem datas para iniciar a finalizar suas atividades.

O orientador atua mais como um professor, no sentido tradicional do termo, isto é, como alguém que transmite conteúdos que domina ou conhece bem.

Desta maneira, o tema-condutor já está previamente organizado e deve apenas ser transmitido a ouvintes que por ele se interessam.

A relação que se estabelece entre os participantes é, portanto, diferente daquela que se dá num grupo de estudos, por ser mais vertical.

Ainda assim, ela pode se dar numa atmosfera de acolhimento e entusiasmo, de modo a facilitar a deflagração do pensamento criador.

 

 

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